Sobre a GAP

“Desenvolver e comercializar produtos agropecuários com diferencial em tecnologia e qualidade visando, além da satisfação do cliente, incremento da produtividade do nosso setor, respeitando sempre o meio ambiente.”

Nossa Missão

GAP GENÉTICA

O princípio de tudo

Ao longo dos mais de cem anos de história as realizações da GAP têm importância notória na evolução agropecuária do Rio Grande do Sul e, por consequência, do Brasil. Ainda hoje, o “Doutor” João Vieira de Macedo é lembrado como um dos mais influentes dos campos gaúchos. A presença marcante se dá pelo fator genético, pois João Vieira era neto de Francisco Pereira de Macedo, o “Visconde do Serro Formoso”, pecuarista que em 1879 já utilizava fundamentos de seleção no manejo do rebanho.

João Vieira, após dois anos de especialização em Paris, retornou ao sul do país em 1906 e se instalou no município de Quaraí, onde exerceu sua profissão de médico. Com boa conduta e visão avançada do agronegócio, o médico e agora pecuarista iniciou a formação da Cabanha Azul, que se tornaria um dos empreendimentos mais importantes do Rio Grande do Sul. Equilibrado em qualidade e quantidade, o rebanho cresceu, investindo em bovinos de corte trouxe raças como Devon, Angus, Hereford e Pooled Shorthorn. Na produção de ovinos as raças Merino, Romney March e Corredale. O seu eminente sucesso era reflexo da forma como conduzia seus negócios, com visão ampla e intensa relação com a família.

Momento de transição

Casado com Paulina Jacques Dornelles, João Vieira teve três filhos: Lauro, Ilsa e Maria Lilá Dornelles de Macedo. Todos contribuíram para garantir a sequência da produção sob os mesmos princípios. Lauro Dornelles de Macedo foi quem mais de envolveu diretamente com o campo, com a produção. Carregando a mesma paixão pela terra, Lauro Macedo enxergava o gado de forma distinta, era capaz de apresentar atributos e problemas dos animais com notável facilidade.

Pioneiro que era, Lauro Macedo pensava o criatório de olho no final da cadeia produtiva. Privilegiava linhagens que dessem bons novilhos, pois daí viria o rendimento superior no abatedouro. Toda essa objetividade trazia evolução dos plantéis e exigia cada vez mais organização.

Logo, Lauro Macedo encontrou em seus três sobrinhos, José Azauri, Eduardo Macedo Linhares e João Vieira de Macedo Neto, seus homens de confiança. Que entraram para a história da então “Cabanha Azul”. José Azauri se envolveu com comércio de gado de corte. Eduardo Linhares se tornou braço forte na administração, enquanto João Vieira, o “Macedinho”, deu sequência à seleção genética.

Amparado, Lauro Macedo abriu espaço para a produção de lã e cultura do arroz, com Eduardo Linhares assumindo então o controle de ambas as culturas. Os ovinos se tornaram um excelente negócio, e o rebanho da Azul passou de 120 mil animais. O entusiasmo só foi reduzido com a chegada da lã sintética.

Em 1972, Eduardo Linhares importou da Austrália 12 reprodutores Merino, a chegada destes animais foi um marco para a ovinocultura nacional, pois nenhum produtor, até então, possuía exemplares da raça. Devido a embargos na exportação da Australia, os animais foram encaminhados aos poucos, cerca de um ano se passou até que todos animais estivessem em terras gaúchas.

O arroz veio com a aquisição da fazenda “Santana Velha”, também em 1972. A linha de ação era a mesma: Produtividade. Com o princípio de autossuficiência e suporte a pecuária o arroz acabou tornando-se carro-chefe da economia da empresa, e presente em todas as fazendas do grupo.

O diferencial da genética

Sempre em diante, as novas perspectivas extrapolaram as fronteiras do Rio Grande do Sul. A pretensão era atingir a região central do Brasil. Aproveitando o plantel singular de Angus e a extensa base zebuína do País, os investimentos foram focados no Brangus. Em parceria com o grupo argentino Comega, foi criado o Programa Natura, um sistema de avaliação genética, que, alimentado com o vasto rebanho da Cabanha Azul, construiu um valioso banco de dados, referencia de seleção para inúmeros pecuaristas. A medida que esse trabalho se desenvolvia, crescia o entusiasmo de Ângela Linhares, a veterinária da família, que abraçou a causa e passou a conduzir a seleção de rebanhos.

O Programa Natura beneficiou toda a cadeia produtiva, Cabanha Azul se tornou, também, marca de carne bovina, e chegou a 13 pontos de venda em Porto Alegre. Diante de um publico criterioso com carne bovino, a empresa lançou a carne embalada a vácuo na capital gaúcha e, novamente, se diferenciou.

A marca GAP

Em 1993, chegado o momento da separação do grupo, era hora de uma nova identidade empresarial. Estava nascendo a marca GAP Genética, sediada em Uruguaiana (RS). A renovação aproximou ainda mais a família, o engajamento foi essencial para apresentar a GAP Genética ao mercado, especialmente porque as atividades da empresa ganharam novas dimensões. Acompanhando o avanço da pecuária de corte, era preciso estar presentes em pontos estratégicos. Além das propriedades no Rio Grande do Sul, foram incorporadas outras fazendas: Rancharia (SP), Ponta Porã (MS) e Jaciara (MT). A expansão territorial multiplicou as possibilidades de projeção no cenário nacional.

A caracterização regional foi substituída pela imagem de um grupo nacional. A partir daí, a GAP passou a fornecer genética para melhorar e formar vários outros criatórios. A influência sobre a multiplicação de Brangus no Brasil Central é um exemplo efetivo dessa importância. A confiança no próprio potencial facilita a compreensão da pecuária de forma abrangente. A GAP passou a disponibilizar o melhor de seu banco genético, acreditando que as próximas gerações trarão exemplares ainda melhores, e passou a enxergar na evolução dos demais criatórios o desenvolvimento do setor como um todo.

A GAP traça convênios com centros de pesquisas e instituições de ensino, gerando resultados interessantes e oportunidades de estágio para muitos estudantes. Além de disponibilizar a infraestrutura para as pesquisas e GAP acaba por ter em sua disposição novos dados, resultados de pesquisas concretas, que dão ainda mais consistência à seleção de rebanhos.

Sempre um posicionamento participativo, seguindo os passos de seu mentor, Eduardo Linhares, que procura aliar representação politica e força produtiva. O criador é um dos principais defensores de um eficiente sistema de tipificação de carcaças, visando a união dos pecuaristas que trabalham com um padrão diferenciado de animais. Seja com a “gravata do dirigente” ou sob o “chapéu do produtor”, o empenho pelo justo reconhecimento da pecuária e espirito conciliador refletem a mesma pessoa.

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